Quando eu te ver vai ser com o canto do olho. Fazer de você sujeito-ausência. Lançar-te olhares oblíquos e tecer-te de cores opacas. Não é que não quero te ver nunca mais, apenas não posso te ver diretamente. A sua presença dá mais interesse a tudo à sua volta. Você se apaga, se anula. E quanto mais você se esforça para não me ver, mais consciente fico do espaço entre nós, do espaço ao seu redor, do vazio de você.